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# Escolher escalas

> Escolha o modo de resposta certo na LiveClin: escolha única, escala linear, emojis, métrica, número e fotos, e quantos pontos usar em cada escala.

A LiveClin oferece sete modos de resposta. Cada um mede um tipo diferente de coisa, e trocar um pelo outro é o erro técnico mais frequente na montagem de questionários.

Se você ainda não conhece os modos na prática, veja o tutorial [Criar perguntas](/pt-BR/tutoriais/questionarios/criar-perguntas).

## Como escolher o modo de resposta

| Modo                             | Mede bem                                       | Use quando                                                                           | Armadilha                                                                |
| -------------------------------- | ---------------------------------------------- | ------------------------------------------------------------------------------------ | ------------------------------------------------------------------------ |
| Escolha única                    | Comportamento com categorias reais e discretas | A resposta cabe em até 5 opções claras e você quer classificar de péssimo a ótimo    | Alternativas que se sobrepõem ou não cobrem todos os casos               |
| Escala linear (0–5, 0–10, 1–10)  | Percepção subjetiva contínua                   | Você quer tendência ao longo das semanas e gráfico legível                           | Usar sem rotular os extremos; trocar a escala no meio do acompanhamento  |
| Escala de emojis (Likert)        | Percepção com carga afetiva                    | Humor, satisfação, estresse, esforço percebido, paciente com pouco conforto numérico | Usar para quantidade. Emoji não é contagem                               |
| Métrica (kg, km, passos, g, min) | Dado objetivo com unidade                      | O paciente tem como medir de fato                                                    | Exigir medida que ele não faz; deixar obrigatória                        |
| Número                           | Contagem sem unidade                           | Nº de treinos, refeições fora, episódios                                             | Pedir precisão que a memória não sustenta ("quantos gramas de proteína") |
| Resposta aberta                  | Contexto, causa, reflexão                      | Você precisa do porquê, ou quer estimular autoanálise                                | Mais de uma obrigatória por questionário                                 |
| Upload de fotos                  | Evolução visual                                | Mudança estética fina, lesão, prato, exame                                           | Tornar obrigatório, o que dispara o custo de resposta                    |

## Quantos pontos usar em cada escala

Preston e Colman testaram escalas de 2 a 11 pontos num estudo publicado na Acta Psychologica em 2000. Escalas de dois, três e quatro pontos tiveram desempenho pior em confiabilidade, validade e poder de discriminação. Os índices subiram até em torno de sete pontos. A confiabilidade teste-reteste caiu em escalas com mais de dez categorias. E a preferência dos respondentes foi maior justamente na escala de dez pontos, seguida de perto pelas de sete e nove.

O que o respondente prefere e o que se sustenta na repetição não são a mesma escala.

Para acompanhamento semanal, minha recomendação é assumir esse conflito e dividir. Use 0–10 em uma ou duas âncoras globais, como a nota da semana e a confiança para a semana seguinte, aproveitando que é a escala que o paciente já conhece e que gera o gráfico mais expressivo. Use 1–5, linear ou emoji, no restante do núcleo, onde a estabilidade semana a semana pesa mais que a preferência. E use escolha única sempre que a resposta tiver categorias comportamentais reais, porque uma alternativa bem escrita carrega mais informação clínica que uma nota.

## Três regras de escala que não valem a pena quebrar

<Steps>
  <Step title="Rotule os extremos">
    "0 = pior sono possível, 10 = melhor sono possível". Sem âncora verbal, o paciente recalibra a régua a cada semana e a série vira ruído.
  </Step>

  <Step title="Mantenha a mesma direção em todas as perguntas">
    Maior é sempre melhor. Se uma pergunta inverte, como nível de dor, reescreva. Em vez de "quanto de dor você sentiu", pergunte "como esteve o seu conforto físico".
  </Step>

  <Step title="Nunca mude a escala no meio do acompanhamento">
    Uma pergunta que era 0–10 e virou 1–5 destrói a comparabilidade do histórico. É por isso que a LiveClin trava a edição de perguntas depois que o questionário é salvo: a plataforma está protegendo o seu gráfico.
  </Step>
</Steps>

## Próximos passos

<CardGroup cols={2}>
  <Card title="Escrever perguntas" icon="pencil-line" href="/pt-BR/boas-praticas/escrever-perguntas">
    As doze regras de redação que protegem a qualidade do dado.
  </Card>

  <Card title="Perguntas prontas" icon="library" href="/pt-BR/boas-praticas/perguntas-prontas">
    Perguntas testadas com modo e escala já definidos.
  </Card>
</CardGroup>

<Accordion title="Referências desta página">
  * Preston, C. C., & Colman, A. M. (2000). Optimal number of response categories in rating scales: reliability, validity, discriminating power, and respondent preferences. *Acta Psychologica*.
  * Lozano, L. M., García-Cueto, E., & Muñiz, J. (2008). Effect of the number of response categories on the reliability and validity of rating scales. *Methodology*.
</Accordion>
