Como escolher o modo de resposta
Quantos pontos usar em cada escala
Preston e Colman testaram escalas de 2 a 11 pontos num estudo publicado na Acta Psychologica em 2000. Escalas de dois, três e quatro pontos tiveram desempenho pior em confiabilidade, validade e poder de discriminação. Os índices subiram até em torno de sete pontos. A confiabilidade teste-reteste caiu em escalas com mais de dez categorias. E a preferência dos respondentes foi maior justamente na escala de dez pontos, seguida de perto pelas de sete e nove. O que o respondente prefere e o que se sustenta na repetição não são a mesma escala. Para acompanhamento semanal, minha recomendação é assumir esse conflito e dividir. Use 0–10 em uma ou duas âncoras globais, como a nota da semana e a confiança para a semana seguinte, aproveitando que é a escala que o paciente já conhece e que gera o gráfico mais expressivo. Use 1–5, linear ou emoji, no restante do núcleo, onde a estabilidade semana a semana pesa mais que a preferência. E use escolha única sempre que a resposta tiver categorias comportamentais reais, porque uma alternativa bem escrita carrega mais informação clínica que uma nota.Três regras de escala que não valem a pena quebrar
1
Rotule os extremos
“0 = pior sono possível, 10 = melhor sono possível”. Sem âncora verbal, o paciente recalibra a régua a cada semana e a série vira ruído.
2
Mantenha a mesma direção em todas as perguntas
Maior é sempre melhor. Se uma pergunta inverte, como nível de dor, reescreva. Em vez de “quanto de dor você sentiu”, pergunte “como esteve o seu conforto físico”.
3
Nunca mude a escala no meio do acompanhamento
Uma pergunta que era 0–10 e virou 1–5 destrói a comparabilidade do histórico. É por isso que a LiveClin trava a edição de perguntas depois que o questionário é salvo: a plataforma está protegendo o seu gráfico.
Próximos passos
Escrever perguntas
As doze regras de redação que protegem a qualidade do dado.
Perguntas prontas
Perguntas testadas com modo e escala já definidos.
Referências desta página
Referências desta página
- Preston, C. C., & Colman, A. M. (2000). Optimal number of response categories in rating scales: reliability, validity, discriminating power, and respondent preferences. Acta Psychologica.
- Lozano, L. M., García-Cueto, E., & Muñiz, J. (2008). Effect of the number of response categories on the reliability and validity of rating scales. Methodology.